Cibersegurança nas operadoras de saúde
No mundo cada vez mais digital em que vivemos, a cibersegurança tornou-se uma preocupação central para todos os setores. Inclusive, é claro, o setor de saúde.
Aliás, conforme destacou Paulo Pagliusi, Doutor em Segurança da Informação e especialista em Riscos de Tecnologia Emergente, durante sua palestra no SUESC (Simpósio das Unimeds do Estado de Santa Catarina):
"A cibersegurança não é um tema restrito à área de TI nas empresas, mas um processo que deve abranger toda a organização".
Porém, mais do que isso, Pagliusi também destacou que “a inovação tecnológica pode representar elevado risco para os nossos dados, privacidade e segurança. Por outro lado, quando bem protegida, a inovação incrementará as comunicações, o estilo de vida e a entrega de serviços de nossas cooperativas.”
Dessa forma, com a inovação tecnológica oferecendo avanços significativos na entrega de serviços e na comunicação, também surgem preocupações acerca do cuidado com os dados, privacidade e segurança das informações. E é sobre isso que falaremos aqui. Acompanhe e entenda mais sobre a importância da cibersegurança nas operadoras de saúde!
O cenário atual da cibersegurança na saúde
Não é novidade para ninguém o fato de que a digitalização do setor de saúde trouxe inúmeros benefícios. Dentre eles, podemos destacar:
- Melhoria no atendimento ao paciente;
- Eficiência na gestão de dados;
- Avanços nos diagnósticos e nos tratamentos médicos.
No entanto, esse avanço também criou um ambiente propício para ciberataques. Afinal, operadoras de saúde lidam com grandes volumes de dados sensíveis, incluindo informações pessoais e médicas dos pacientes, o que as torna alvos atrativos para hackers.
Principais ameaças cibernéticas
Este cenário fez com que surgissem algumas ameaças cibernéticas que merecem bastante cuidado, como:
- Ransomware: um dos ataques mais comuns, onde hackers criptografam os dados da organização e exigem um resgate para liberá-los.
- Phishing: e-mails ou mensagens fraudulentas que visam enganar colaboradores para que revelem informações confidenciais ou instalem malware.
- Malware: softwares maliciosos que infectam sistemas para roubar dados ou causar danos operacionais.
- Ataques DDoS (Distributed Denial of Service): sobrecarregam os sistemas com tráfego excessivo, causando interrupções nos serviços.
A importância da cibersegurança
Assim sendo, com essas possibilidades de ataques, a proteção de dados nas operadoras de saúde não é apenas uma questão de conformidade legal, mas também de confiança e reputação. Afinal, um ciberataque pode resultar na exposição de informações sensíveis, causando danos irreparáveis tanto para os pacientes quanto para as instituições. Aliás, é exatamente sobre isso que falaremos abaixo.
As consequências de um ciberataque
Dentre os principais prejuízos que podem ser causados quando há uma falha na cibersegurança, são:
- Perda de dados: informação crítica pode ser perdida ou corrompida.
- Danos financeiros: custos associados à recuperação de dados, pagamento de resgates e penalidades legais.
- Reputação abalada: a confiança dos pacientes e parceiros pode ser significativamente prejudicada.
- Interrupção dos serviços: é possível que seja preciso interromper os serviços por certo período, o que pode afetar a qualidade do atendimento ao paciente.
Estratégias para fortalecer a cibersegurança nas operadoras de saúde
Sabendo de todos esses fatores, é importante conhecer estratégias para fortalecer a cibersegurança, como:
- Educação e treinamento: treinar os colaboradores para reconhecer ameaças cibernéticas e seguir práticas seguras é fundamental. Dessa forma, todos devem estar cientes dos riscos e saber como agir em caso de um ataque.
- Políticas de segurança: implementar políticas claras sobre o uso de dispositivos, acesso a dados e procedimentos de resposta a incidentes.
- Tecnologias de segurança: utilizar ferramentas de segurança robustas, como firewalls, antivírus, sistemas de detecção de intrusões e criptografia de dados.
- Monitoramento contínuo: monitorar redes e sistemas continuamente para detectar atividades suspeitas e responder rapidamente a possíveis ameaças.
- Planos de resposta a incidentes: ter um plano bem definido para lidar com ciberataques, incluindo comunicação interna e externa, e ações de contenção e recuperação.
Inovação com segurança
A inovação tecnológica não precisa ser uma ameaça se abordada com a devida diligência. Porém, para isso, é essencial que a segurança seja uma parte integrante do desenvolvimento e da implementação de novas tecnologias.
Além disso, a cibersegurança deve ser um esforço colaborativo. Dessa forma, as operadoras de saúde podem se beneficiar do compartilhamento de informações sobre ameaças e melhores práticas com outras organizações do setor. Para completar, parcerias com especialistas em segurança cibernética e participação em fóruns de discussão também podem ser ações que ajudam a operadora a manter-se atualizada sobre novas ameaças e soluções.
Por fim, vale lembrar que a cibersegurança nas operadoras de saúde é um desafio complexo e contínuo. Não se trata apenas de proteger dados, mas de garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados.
Assim sendo, ao adotar uma abordagem abrangente que inclua tecnologia, processos e pessoas, as operadoras de saúde podem minimizar os riscos e aproveitar os benefícios da inovação tecnológica de forma segura.
E então, gostou de conhecer mais sobre a importância do cuidado com a cibersegurança nas operadoras de saúde? Para ficar sempre por dentro do que há de novo no setor da saúde, continue acompanhando o nosso blog e nos siga no Instagram!