5 métricas essenciais para corretores de planos empresariais

Juliana Kozoski
20/3/2025

No mercado de planos de saúde empresariais, a atuação do corretor vai muito além de simplesmente vender um produto. Para garantir resultados consistentes, manter a carteira de clientes e se destacar da concorrência, é importante trabalhar de forma estratégica, utilizando dados concretos para embasar decisões e ajustar abordagens. Nesse contexto, acompanhar métricas específicas é essencial para aprimorar o desempenho e oferecer soluções mais eficazes às empresas contratantes.

Por que métricas são importantes no segmento empresarial?

Diferente da venda de planos individuais, o segmento empresarial exige um acompanhamento constante e um olhar analítico. Isso porque os contratos costumam envolver valores mais altos, múltiplas vidas e, consequentemente, maior responsabilidade para o corretor. Ao monitorar métricas, você pode mensurar o desempenho comercial e agir de forma consultiva junto às empresas, oferecendo soluções que agreguem valor ao dia a dia dos colaboradores e aos resultados financeiros do cliente.

Além disso, ao dominar essas métricas, o corretor se posiciona como um verdadeiro parceiro estratégico das empresas. Ele passa a ser visto não só como um vendedor de planos, mas como alguém que entende o negócio do cliente, antecipa necessidades e contribui ativamente para o bem-estar e produtividade da equipe como um todo.

Além disso, métricas facilitam a proatividade

Outro ponto importante é que os dados servem como bússola para a tomada de decisão. Ao invés de agir apenas quando surgem problemas, o corretor pode se antecipar com base em números claros e objetivos. Por exemplo, se uma determinada empresa apresenta baixa adesão dos colaboradores ao plano, o corretor pode agir imediatamente para reverter esse quadro. Da mesma forma, se percebe que a sinistralidade está alta, já pode propor ações para contê-la antes que gere impacto nos custos do cliente.

Nesse sentido, corretores que utilizam ferramentas e plataformas para análise e monitoramento de dados — como a Wellbe — têm uma vantagem competitiva significativa. Com acesso a relatórios detalhados e insights estratégicos, é possível oferecer um serviço mais completo e personalizado, fortalecendo a retenção de clientes e ampliando as possibilidades de novos negócios.

Agora que entendemos a importância dos dados, vamos explorar as 5 métricas essenciais para corretores que vendem planos empresariais, e como elas podem ser aplicadas no dia a dia para alavancar resultados:

1. Taxa de adesão por empresa 

A primeira métrica que merece atenção é a taxa de adesão por empresa, que mede o percentual de funcionários de uma empresa que aderiram ao plano de saúde oferecido. Em outras palavras, trata-se da proporção entre o número de colaboradores que efetivamente contrataram o plano e o total de funcionários elegíveis.

Monitorar essa taxa é crucial, pois ela reflete diretamente a atratividade do plano oferecido e a eficácia da comunicação com os colaboradores. Se a taxa de adesão estiver baixa, o corretor pode — e deve — propor ações para reverter esse cenário. Por exemplo, campanhas de conscientização sobre os benefícios do plano, sessões de esclarecimento com RH ou até mesmo ajustes na oferta, como inclusão de planos com diferentes faixas de cobertura ou custos.

2. Índice de sinistralidade

Outro indicador de extrema relevância é o índice de sinistralidade, que mede a relação entre os custos com utilização do plano (consultas, exames, internações) e os valores pagos à operadora. Em resumo, quanto maior a sinistralidade, maior o impacto financeiro para a operadora e, por consequência, para a empresa contratante nos reajustes futuros.

Se a sinistralidade estiver alta, o corretor pode agir de forma consultiva, sugerindo medidas preventivas que ajudem a controlar esses custos. Por exemplo, a implementação de programas de bem-estar, incentivo à medicina preventiva ou até a migração para planos mais adequados ao perfil dos colaboradores.

Aqui, é importante destacar que plataformas como a Wellbe são grandes aliadas nesse processo. A Wellbe oferece soluções que auxiliam diretamente no controle da sinistralidade, por meio de ações de saúde personalizadas, monitoramento de indicadores e apoio no acompanhamento de casos crônicos. Portanto, corretores que utilizam esse tipo de ferramenta demonstram um diferencial competitivo, ao agregar valor real às empresas atendidas.

3. Índice de cancelamento (churn)

Seguindo adiante, temos o índice de cancelamento, também conhecido como churn rate. Essa métrica mede a porcentagem de empresas que cancelaram ou não renovaram o contrato do plano de saúde em determinado período. Naturalmente, um índice elevado indica insatisfação ou percepção de baixo valor no serviço contratado.

Nesse sentido, monitorar o churn permite que o corretor atue de forma proativa. Se o índice estiver acima do desejado, é possível intensificar o acompanhamento das empresas, entender suas dores e necessidades e, antes do vencimento do contrato, oferecer alternativas mais vantajosas. Essas alternativas podem incluir planos com benefícios extras, negociações personalizadas ou melhorias na comunicação dos resultados que o plano oferece aos colaboradores.

4. Tempo médio de retenção de clientes

A quarta métrica essencial é o tempo médio de retenção de clientes, que mede o período médio que as empresas mantêm o plano de saúde contratado. Quanto maior esse tempo, mais consolidada está a relação do corretor com sua carteira e mais previsível é a geração de receita.

Caso essa métrica esteja abaixo do esperado, o corretor deve avaliar como está o acompanhamento e o pós-venda. Muitas vezes, um simples contato periódico com a empresa para entender como está a utilização do plano, ouvir feedbacks e apresentar soluções pode fazer toda a diferença. Além disso, reforçar o valor que o plano agrega aos colaboradores — por meio de relatórios e dados — contribui para que a empresa perceba que está investindo bem seus recursos.

5. Ticket médio por empresa

Por fim, temos o ticket médio por empresa, que representa o valor médio investido por cada empresa nos planos de saúde contratados. Essa métrica é importante porque indica o nível de investimento das empresas e permite identificar se há espaço para oferecer produtos de maior valor agregado.

Se o ticket médio estiver abaixo da média do mercado, o corretor pode explorar oportunidades de oferecer benefícios adicionais, como telemedicina, planos com cobertura ampliada, programas de bem-estar ou acesso a redes mais completas de atendimento. Ao fazer isso, não apenas aumenta o ticket médio, mas também melhora a percepção de valor por parte da empresa contratante.

Em resumo, monitorar métricas específicas é uma das formas mais eficazes de atuar com inteligência e gerar resultados concretos no mercado de planos empresariais. 

Além disso, corretores que dominam essas métricas conseguem atuar de forma mais consultiva, oferecendo soluções personalizadas, antecipando problemas e se posicionando como verdadeiros parceiros das empresas contratantes. E, com o apoio de tecnologias como a Wellbe, é possível ir ainda mais longe, entregando valor real e fortalecendo a carteira de forma sustentável.

Portanto, se você deseja se destacar no mercado de planos empresariais, comece hoje mesmo a acompanhar esses indicadores. Com consistência, estratégia e foco no cliente, os resultados virão — e seu sucesso será apenas uma consequência.

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